Era como a neve, não tinha visto, mas sabia que existia.
Feito os anjos que protegem e as fadas que ajudam.
O primeiro raio de sol que ofuscava a visão logo que amanhecia.
Mas era bom, e repetia sempre que podia.
"Quero outra vez um quarto todo branco e um par de asas. Mesmo de papelão." Caio Fernando Abreu
sábado, 5 de março de 2011
terça-feira, 1 de março de 2011
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Sobre o motivo da minha partida
O fato de você preferir música tradicionalista e eu ter uma eterna paixão por rockinho antigo não foi uma das causas da minha partida. Eu poderia simplesmente dizer "Cansei, não quero mais. Outro dia a gente se encontra" mas não, preferi sumir sem deixar pistas e aceitei quando você quis acabar com o relacionamento já acabado há tempos.
O fato de eu não sabe lidar com as situações já esperadas foi o que me fez partir. Depois daquela noite em que os gatos miavam nos telhados da tua casa, fiquei pensando sobre como seria o futuro. Decidi que eu seria e que você seria, mas que não existiria o "seríamos".
Talvez eu decidisse pegar carona em alguma estrada escura, ou até mesmo repartisse o sanduíche e os biscoitos que me deste pra viagem. Mas uma coisa era certa, jamais voltaria. Quem sabe um dia, quem sabe.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Enquanto você pensa
ENQUANTO VOCÊ PENSA EM CHUVA
EU SOU TEMPESTADE
ENQUANTO VOCÊ PENSA EM SEPARAÇÃO
EU SOU SAUDADE
ENQUANTO VOCÊ PENSA EM VERDADE
EU SOU ABSOLUTO
ENQUANTO VOCÊ SEMEIA
EU SOU O FRUTO
ENQUANTO VOCÊ PENSA EM CONHECIMENTO
EU SOU DICIONÁRIO
ENQUANTO VOCÊ PENSA EM MADEIRA
EU SOU ARMÁRIO
ENQUANTO VOCÊ SABE
EU LABIRINTO
ENQUANTO VOCÊ UVA
EU VINHO TINTO
ENQUANTO VOCÊ CRIME
EU CASTIGO
ENQUANTO VOCÊ AVENTURA
EU PERIGO
ENQUANTO VOCÊ SUPERFÍCIE
EU OCEANO
ENQUANTO VOCÊ DIREITO
EU HUMANO
ENQUANTO VOCÊ BELEZA
EU PERFEIÇÃO
ENQUANTO VOCÊ FESTA
EU BALÃO
ENQUANTO VOCÊ PENSA EM VIVER
EU MORRI
-Do meu grande amigo, Samuel Leme.
EU SOU TEMPESTADE
ENQUANTO VOCÊ PENSA EM SEPARAÇÃO
EU SOU SAUDADE
ENQUANTO VOCÊ PENSA EM VERDADE
EU SOU ABSOLUTO
ENQUANTO VOCÊ SEMEIA
EU SOU O FRUTO
ENQUANTO VOCÊ PENSA EM CONHECIMENTO
EU SOU DICIONÁRIO
ENQUANTO VOCÊ PENSA EM MADEIRA
EU SOU ARMÁRIO
ENQUANTO VOCÊ SABE
EU LABIRINTO
ENQUANTO VOCÊ UVA
EU VINHO TINTO
ENQUANTO VOCÊ CRIME
EU CASTIGO
ENQUANTO VOCÊ AVENTURA
EU PERIGO
ENQUANTO VOCÊ SUPERFÍCIE
EU OCEANO
ENQUANTO VOCÊ DIREITO
EU HUMANO
ENQUANTO VOCÊ BELEZA
EU PERFEIÇÃO
ENQUANTO VOCÊ FESTA
EU BALÃO
ENQUANTO VOCÊ PENSA EM VIVER
EU MORRI
-Do meu grande amigo, Samuel Leme.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Noites não dormidas
Constantemente ando pensando em voltar a escrever, em passar os sentimentos e em me matar.
De amor, nicotina e álcool.
Ando perdendo madrugadas, experimentando venenos e sensações absurdas.
Não lembro se eu era assim antes de conhecê-lo ou se fui mudando com o tempo e ele não tenha absolutamente nada a ver com isso. Só sei que é assim agora.
Tenho andado muito corajosa nesses tempos, nem medo de escuro eu tenho mais. Mas depois que deito, sempre estremeço ao ver a lâmpada piscar. Sozinha, louca, achando que é a dona do quarto pra me dar medo.
Não importa se é verão, sempre coloco dois cobertores pra esquentar meus pés, já que quem deveria fazer isso não pode, ou, certamente não está tão interessado assim.
Guardo um estoque de cigarros pras noites vazias e - diga-se de passagem que são quase todas- meu estoque de bebidas está acabando, só me sobrou três garrafas de vinho que prometi beber com você. Ah, já ia me esquecendo, sou obrigada a abandonar a máquina de escrever logo que o sol se põe. Tem uma velha chata aqui do lado que reclama quando resolvo devanear pra lua.
No mais está tudo bem, meu cachorro está se alimentando melhor que eu, dorme mais que eu e até sai com os amigos mais que eu. Só sobrou eu aqui. Sozinha.
De amor, nicotina e álcool.
Ando perdendo madrugadas, experimentando venenos e sensações absurdas.
Não lembro se eu era assim antes de conhecê-lo ou se fui mudando com o tempo e ele não tenha absolutamente nada a ver com isso. Só sei que é assim agora.
Tenho andado muito corajosa nesses tempos, nem medo de escuro eu tenho mais. Mas depois que deito, sempre estremeço ao ver a lâmpada piscar. Sozinha, louca, achando que é a dona do quarto pra me dar medo.
Não importa se é verão, sempre coloco dois cobertores pra esquentar meus pés, já que quem deveria fazer isso não pode, ou, certamente não está tão interessado assim.
Guardo um estoque de cigarros pras noites vazias e - diga-se de passagem que são quase todas- meu estoque de bebidas está acabando, só me sobrou três garrafas de vinho que prometi beber com você. Ah, já ia me esquecendo, sou obrigada a abandonar a máquina de escrever logo que o sol se põe. Tem uma velha chata aqui do lado que reclama quando resolvo devanear pra lua.
No mais está tudo bem, meu cachorro está se alimentando melhor que eu, dorme mais que eu e até sai com os amigos mais que eu. Só sobrou eu aqui. Sozinha.
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