quarta-feira, 17 de março de 2010

Vezenquando eu vou voltar aqui, numa tarde vazia e fria de outono, com a avenida vazia.
Vou estar com a camisa mal abotoada, vai ficar com um aspecto desleixado porque, a camisa vai ser maior que eu.
Mas eu não vou ligar. Vou deixar alguma música esquecida na memória do celular ficar tocando enquanto vou caminhando na avenida vazia...Quiçá fazendo ziguezagues.
Como num daqueles clipes em que o artista vai cantando a música, eu vou cantar também...de repente, uma multidão vai aparecer e eu vou ficar sozinha no meio daquela gente estranha. Desviando, passando por cima, seguindo reto sempre. Até chegar no final da avenida. Agora não mais vazia.

terça-feira, 16 de março de 2010

segunda-feira, 15 de março de 2010

"(...) também planta girassóis e se alguém lhe perguntasse por que, certamente explicaria, sacudindo as muitas pulseiras de ouro, que é nativa-do-signo-de-Leão-e-os-leoninos-precisam-do-sol-em-todas-as-suas-forças."



Caio F. Abreu

domingo, 14 de março de 2010

'Pactos. Acho que é isso. Não de sangue nem de nada que se possa ver e tocar.
É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas,
um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia
venha a dividir o caminho dos dois.'


[Martha Medeiros]
"Às vezes sinto falta de mim.
-Eu também, menina.
-Sente falta de si?
-Não, de você. E dói.
[Silêncio]
-Me abraça?
-Sempre."


(Caio Fernando Abreu)

sábado, 13 de março de 2010

Eu ando bebendo escondido
Eu ando fumando escondido
Eu ando correndo escondido
Eu ando vivendo escondido
Eu só não ando amando escondido
Pois faço questão de deixar às claras.
"Quem inventou a distância nunca sofreu a dor de uma saudade!!!" 
(Martha Medeiros)
15 dias longe e ainda sinto o seu cheiro se eu fechar os olhos e me concentrar bem. A distância tem sido a minha maior inimiga desde que entrei naquele ônibus da Unesul.


Enquanto dia 01 não chega, me distraio com um sorriso tímido no rosto.











porque não eu?
porque pensaram antes de mim.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Minha mente entorpecida.

Me senti envolvida por um enorme prazer.
Tinha me chegado à boca e eu sentia o gosto amargo.
Em seguida, penetrou nos meus olhos.
Pude sentir aquela ardência três vezes seguidas.
Foi então, que comecei a acariciar-me os dedos.
Estavam tensos.
Fui sucumbida pelo pânico.
Tive medo por um momento.
Poderiam estar me vigiando, lendo meus pensamentos e vendo minha expressão de gozo.
Agora, não eram só os dedos que estavam tensos, mas os braços e em seguida o corpo todo.
Minha mente foi a unica que permaneceu entorpecida.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Pensei em colocar vírgulas mas acho que é quase impossível porque é pouca coisa a se dizer e a ser dita nem os pontos eu vou usar acho que eu quero te dizer que eu não sei se estou certa em achar ou perder mas estou não legal pra colocar vírgula e ponto final